domingo, 22 de agosto de 2010

Próximo encontro

Dando continuidade às nossas atividades, temos encontro do Espaço Alexandria marcado para dia 24 às 10 horas da manhã na Casa do Estudante (Av. Rui Barbosa, nº 762, ao lado do Hospital Fernandes Figueiras, no Flamengo).


Neste próximo encontro, daremos continuidade à troca de idéias entre os nativos do Fundão e o grupo proveniente da Praia Vermelha. Nosso último encontro, dia 11 de agosto foi bem interessante e aqueles que não puderam comparecer terão agora uma oportunidade de contribuir com suas idéias.


Até lá! =)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

THE WISDOM OF CROWDS for Group Facilitation

Mais uma apresentação sobre a sabedoria das massas, desta vez em inglês.


Para mais vídeos ligados às pesquisas do Polo, acesse www.pacc.ufrj.br/polo_videos.php.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

"Sabedoria das Massas" (James Surowiecki)

Como vocês devem estar sabendo, teremos que desmarcar nosso encontro do dia 10/08. Viktor Chagas estará assumindo neste dia seu novo posto na UFF, no Departamento de Estudos de Mídia e não poderá à nossa reunião. Disponibilizamos então, sua apresentação de slides sobre o livro The Wisdom of Crowds, de James Surowiecki.



Se nada der errado, nosso próximo encontro é dia 24/08. E parabéns, Viktor!

domingo, 1 de agosto de 2010

Você conhece a proposta de parceria entre o Polo e o Espaço Alexandria?

A idéia do programa de pesquisa Arte &Tecnologia proposto para o projeto Alexandria 3000 é ser um espaço de cooperação entre profissionais de áreas criativas e técnicas. Artistas visuais, escritores, arquitetos, músicos, cientistas da computação e engenheiros vão pensar formas de trabalharem juntos para produzirem conceitos teóricos, obras artísticas e até produtos.

As áreas de interesse para as atividades do programa são as seguintes:
- Cultura Computacional: estudos culturais do software e do computador
- Game Studies
- Arte, Música & Tecnologia
- Literatura e Novas Mídias

Clique aqui para conferir o texto do projeto.

sábado, 17 de julho de 2010

Você conhece o projeto da Zona Digital?

A Zona Digital será um novo espaço da Revista Z Cultural, publicação sobre cultura urbana contemporânea criada em 1996 e editada por Heloisa Buarque de Hollanda e Beatriz Resende. Tem como proposta ser um espaço de nível acadêmico que articula as duas maiores tendências culturais do novo século e que raramente aparecem no mesmo contexto de discussões: cultura digital e cultura urbana. O espaço Zona Digital visa apontar tendências, abrir espaço para a criação, reflexão e debates sobre as novas perspectivas da narrativa possibilitada pela mídia digital em diversas áreas como literatura, artes visuais, design, artes cênicas, etc.

O espaço Zona Digital integrará várias mídias e seus diferentes públicos. Por ser uma experiência on-line, levará ao extremo as possibilidades narrativas abertas pelas novas tecnologias, com animação, slide shows, podcast, videocasts, fóruns, oferecendo conteúdo novo constantemente, e promovendo um uso combinado de diferentes softwares, que vão alargar as potencialidades narrativas dos temas propostos na Zona Digital.

A cada mês, um artista será convidado a conhecer e utilizar uma nova experiência narrativa e descrevê-la. No site, o público poderá acompanhar o resultado de sua criação. Em seu conjunto, a Zona Digital será uma agregadora de links, notícias, experiências e artigos, tanto nacionais e internacionais, tornando-se uma fonte de referência bibliográfica sobre o tema.

A Zona Digital, que ocupará 50% do espaço Revista Z Cultural, será estruturada da seguinte maneira.

> Página inicial
> O Projeto
   - O PACC
      · Histórico
      · Expediente
> Reflexões críticas
   - Literatura e Novas Mídias
      · Criação
      · Tendências
      · Debates
      · Entrevista
   - Software Studies
      · Criação
      · Tendências
      · Debates
      · Entrevistas
   - Arte, Cultura & Tecnologia
      · Criação
      · Tendências
      · Debates
      · Entrevista
   - Game Studies
      · Criação
      · Tendências
      · Debates
      · Entrevista
   - Mídias sociais
      · Criação
      · Tendências
      · Debates
      · Entrevista
> Rede de colaboradores
   - Perfil de colaboradores, utilizando as redes em que eles estejam cadastrados
> Espaço de experimentação
   - Artista convidado
      · Perfil
      · Projeto
      · Resultado
      · Conexões
   - Experiências anteriores (como esta será uma área dinâmica, as experiências anteriores ficarão arquivadas no site, podendo ser acessadas por esta área)
> Conexões (área de interatividade)
   - Faça upload
   - Entre em contato

Clique aqui para ler o projeto na íntegra

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Gráfica Digital, E-Book e o futuro digital

Artigo publicado originalmente aqui.

A produção digital em várias áreas vem avançando a passos largos. A impressão digital continua aumentando sua participação de mercado na indústria gráfica a uma taxa de crescimento bastante acelerada, criando novas aplicações e conquistando receitas que antes eram oriundas de outras tecnologias principalmente offset. Hoje esta tecnologia já está bastante difundida, na produção de livros, revistas, impressos promocionais de baixa tiragem, bem como na área de dados variáveis, também em embalagens como cartuchos, rótulos auto-adesivos, e outros produtos impressos. Cada vez mais, as gráficas tradicionais que militam nestes setores agregam às suas máquinas tradicionais, equipamento digital.

Não só na impressão, más principalmente na criação de impressos e na pré-impressão, a tecnologia digital hoje domina o mercado. Os estudos hoje estão bastante avançados, na produção de sistemas para redução de tempos improdutivos na produção, bem como para aceleração dos tempos de set-up em toda a indústria gráfica. Para isso entram em campo os sistemas JDF (Adobe), por exemplo, que estão em franco desenvolvimento com a ajuda do protocolo CIP4. Na área de Gestão de empresas gráficas, é hoje imprescindível o uso de sistemas brasileiros, onde podemos destacar os sistemas da E-Calc, Calcgraf, Metrics, Zênite, Bremen e outros que surgem e nos surpreendem.

Há quase duas décadas, empresas vem revolucionando a indústria de produção digital de impressos, que vai continuar demonstrando sua crescente liderança. A impressão sob demanda automatiza e simplifica os processos de produção, reduzindo com isso tempo de produção e eliminando custos pela flexibilidade de imprimir trabalhos somente na quantidade necessária. Com isso, as gráficas podem produzir rapidamente as peças de marketing solicitadas por seus clientes, ou livros e outros impressos sob demanda com as adaptações, ajustes ou atualizações que forem necessárias. Gráficas podem gerar novos fluxos de receita para suas empresas oferecendo recursos para publicação de livros digitais (E-Books). Os equipamentos hoje disponíveis no mercado mostram impressoras de alimentação contínua, PB e coloridas que produzem livros e capas, fazendo inclusive seu acabamento. A Integração para ambientes híbridos com tecnologias Offset e Digital com dados variáveis, são hoje uma realidade no mercado.

Quando falamos em Boas Práticas, visamos redução de custos, pelo aumento da produtividade, entre outras coisas. O empresário gráfico que investiu ou está pensando em comprar uma impressora digital está cada dia mais atento à evolução dos sistemas de acabamento para impressos digitais. Isso porque os ganhos obtidos na impressão podem desaparecer ou serem minimizados, dependendo da forma como se faz o acabamento do produto. Aqui no Brasil, na maioria das gráficas offset que adquiriram também equipamentos digitais, as máquinas de acabamento servem os dois processos (offset e digital) com alguns problemas técnicos e poucos gargalos. Já as gráficas totalmente digitais possuem um acabamento simples, terceirizando grande parte do acabamento e beneficiamento dos impressos. Aí então, começam, além dos problemas técnicos, as questões de tiragens, pois vários prestadores de serviço de acabamento ou recusam os trabalhos alegando que pequenas tiragens não compensam, ou então cobram uma fortuna. O ideal seria um trabalho totalmente on-line, o que se aplica mais na produção de determinados impressos, sem acabamentos complexos. Existem algumas máquinas na área de embalagens de pequenas tiragens (Cartuchos e Rótulos) onde, no entanto, os equipamentos são bastante dispendiosos para um mercado específico.

Está claro que a indústria gráfica deverá sofrer mudanças. O papel digital é uma realidade, porém em médio prazo, não afetará a leitura de livros e revistas impressos em papel. Neste sentido, estamos vendo novas tecnologias de Inkjet Térmico, onde máquinas rotativas já se utilizam toners “verdes” ou seja, favoráveis ao meio-ambiente. A tiragem de livros impressos digitalmente em algumas máquinas (Capa quatro cores e Miolo PB) já tem seu “break-even-point” com relação à impressão offset na faixa de 800 exemplares.

Na área de Print-on-Demand de livros, existem inúmeros sistemas, onde alguns autores já liberaram os direitos autorais, não havendo custos de “royalties”. Podem ser baixados, por exemplo, do Google sem problemas, más não aconselhamos fazê-lo em casa, pois sai mais caro do que comprar este livro na livraria. Não precisamos temer a digitalização de livros em papel eletrônico. De acordo com gráficos da Alemanha, França, Índia e USA, dentro de uns 10 anos, o livro eletrônico no “E-Paper”, representará no máximo de 10 a 15% dos livros lidos no mundo. O restante será impresso em papel, seja pela metodologia offset, inkjet ou mesmo digital.

O que nós, gráficos brasileiros precisamos repensar e agir com rapidez será agregar valor ao nosso serviço de mídia impressa. Isso poderá ser feito através de sistemas agregados de logística de distribuição, ou então entrar na mídia digital, através de prestar serviços via Internet aos nossos clientes seja em forma da edição de divulgação em forma de “Newsletter”, ou ainda, de várias formas de solução global na área de divulgação ou mesmo de fornecimento de material impresso técnico, sob demanda. Embora não seja novidade, este sistema tem trazido resultados cada vez mais positivos a gráficas que trabalham com tiragens limitadas para públicos específicos como, por exemplo, montadoras na área automotiva, empresas de eletro-eletrônicos, telefonia celular, etc. A lógica do negócio é reduzir custos para o cliente. O primeiro e mais importante, é o custo altíssimo de manter estoques. Além disso, o modelo reduz o risco dos clientes, em face de modificações tecnológicas de seus produtos, com a necessidade de alteração de seus manuais.

O impresso não desaparecerá. Teremos tiragens menores de livros, revistas e jornais, porém uma maior diversidade de títulos. Na área promocional teremos que agregar valor ao nosso faturamento atendendo inclusive as necessidades não visíveis de nossos clientes. Para isso precisamos estar preparados e preparar nossos profissionais de atendimento ao cliente. A área de embalagens continuará sendo impressa e ainda por muito tempo com um crescimento estável e contínuo. Certamente teremos mudanças tecnológicas de substratos e sistemas de impressão, visando principalmente a saúde do meio ambiente e consequentemente a nossa saúde. De qualquer forma, podemos afirmar, que também nas gráficas, o futuro é digital.

* Thomaz Caspary é engenheiro de mídia impressa. Diretor da Printconsult. (11) 3167-6939

www.printconsult.com.br