sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Curso online para desenvolver aplicativos para iPhone e iPad

A Universidade de Stanford está disponibilizando um curso online e gratuito para o desenvolvimento de aplicativos para iPhone e iPad. Atualmente são 24 videos para você assistir pelo iTunes. É necessário ter experiência com programação C e alguma familiaridade com o UNIX e ferramentas de edição gráfica.

Para ver os videos, clique aqui.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Crie uma história com suas mídias sociais

Storify é uma plataforma para contar uma história usando elementos de mídias sociais, como o twitter, facebook ou youtube. É só pesquisar o que você quer e arrastar os elementos para a história. Você ainda pode acrescentar comentários e reordenar os elementos. No final, o Storify ainda te dá um código para incorporar sua história no seu site ou blog.


Para requisitar o convite, clique aqui.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Simpósio ReAbilitArte

Reabilitação neurolocomotora da bancada ao leito
25 e 26 de novembro de 2010
Novo auditório da COPPE, UFRJ
Ilha do Fundão - Rio de Janeiro



O evento, apoiado pela Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC), o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/UFRJ), a Pós-graduação em Ciências Morfológicas (PCM), o Programa de Pesquisa em Neurociência Básico-Clínica (PNBC), a Coordenação de Aperfeicoamento de Pessoal de Nível Superiror (CAPES) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), acontecerá no novo e acessível auditório da COPPE, no campus universitário da Ilha do Fundão.

O público alvo são profissionais, pesquisadores, docentes, estudantes de graduação e pós-graduação, e curiosos das áreas de ciências biológicas, medicina, bioquímica, fisioterapia, enfermagem, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, farmácia, medicina, sociologia, educação, saúde pública, engenharia, computação, biofísica, antropólogia e afins.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tudo é Remix

Na Internet, nada se cria, tudo se copia. Aliás, não só na Internet. O vídeo mostra que essa cultura de se apropriar e reinterpretar começou na literatura e logo foi aplicada de forma bem sucedida no mundo da música. Grupos passam rapidamente de copiadores a copiados. E muitos deles nunca processaram ninguém por violarem seus direitos autorais...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fórum da Cultura Digital Brasileira

O II Fórum da Cultura Digital Brasileira inicia suas atividades no domingo, dia 14/11, com Futurivel, show de abertura com Gilberto Gil, Macaco Bong, DJ Tudo e a Banda de Pife Princesa do Agreste, no Auditório do Ibirapuera.

No dia seguinte, a Cinemateca Brasileira recebe as discussões, seminários, oficinas e encontros que acontecerão simultaneamente em seis espaços diferentes.
-Seminário Internacional
-Experiências de Cultura Digital
-Arena da Cultura Digital
-Deck
-Cultura Digital Mão na Massa
-Encontros de Redes

O evento pretende congregar as iniciativas de cultura e comunicação existentes no país que estão conectadas pela rede social CulturaDigital.br, lançada em julho de 2009.

Este ano, a proposta é dar visibilidade aos processos emergentes na rede, às diferentes comunidades de práticas e interesses que se organizaram ao longo do ano, levantando questões e propondo formulações para subsidiar políticas públicas de cultura contemporânea. Também será o momento de celebrar o ciclo criativo da cultura digital, que se aprofundou com a indução feita pelo Ministério da Cultura desde 2003.

Participarão do evento três pesquisadoras do nosso Polo de Cultura Digital. Tudo no dia 15, segunda-feira.

No Seminário Internacional Culturadigital.br, Heloisa Buarque de Holanda (UFRJ)dividirá a mesa com Bob Stein (Institute for the Future of The Book) e falará sobre Os Futuros do Livro, tendo Giselle Beiguelman (Instituto Sérgio Motta/PUC) como provocadora.

Teremos também Cristina Monteiro da Luz pelo Laboratório Web de Comunicação da UFRJ e Cristiane Costa pelo Polo de Cultura Digital junto com outros estudiosos falando sobre experiências de educação e cultura digital, palestra que abre o ciclo Experiências de Cultura Digital.

A Cinemateca Brasileira fica no Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – São Paulo.

Para conferir a programação completa, acesse o endereço abaixo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tom Chatfield: 7 maneiras dos jogos recompensarem o cérebro

Tom Chatfield, autor, editor, ensaísta e teórico dos games fala sobre o que poderíamos aprender com os video-games e aplicar em diversos seguimentos da sociedade.

1- Barras de experiência medindo o progresso
2- Múltiplos objetivos a curto e longo prazo
3- Recompensas pelo esforço
4- Feedback rápido, freqüente e claro
5- Um elemento de incerteza
6- Janelas de maior atenção
7- Outras pessoas


http://www.ted.com/talks/tom_chatfield_7_ways_games_reward_the_brain.html?utm_source=newsletter_weekly_2010-11-02&utm_campaign=newsletter_weekly&utm_medium=email

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eletric Publisher

O Eletric Publisher é uma forma de autores e editores criarem apps para iPad ou iPhone, seja para um único livro, uma série ou para um catálogo inteiro.


Vantagens
PRATELEIRA
A compra por app torna seus livres disponíveis com um simples toque. Você define o preço.

FÁCIL NAVEGAÇÃO
O Hyperlinked TOC salta para qualquer capítulo. Uma barra de progresso e o número das páginas mostram em que parte do livro você está. Busque em qualquer livro. Notas de rodapé com hiperlinks tornam as referências mais fáceis.

TEXTO DINÂMICO
Mude o tamanho da fonte com um movimento. Adicione marcadores, destaques e anotações. Copie até um parágrafo para a área de transferência para compartilhar com amigos ou outras aplicações. Seus livros abrem exatamente onde você parou.

MULTIMÍDIA
Os videos podem aparecer em tela cheia ou incorporados ao texto. Um player de áudio embutido permite leitura, trilha sonora e muito mais.

SINCRONIA COM iPHONE
Compre um livro no seu iPad e leia no seu iPhone quando você estiver se deslocando. O app funciona perfeitamente em ambos os aparelhos.

COMUNICAÇÃO COM OS LEITORES
Adicione um feed de notícias para permitir que seus leitores saibam o que você anda fazendo. Inclua quadros de discussão no interior dos livros. Envie mensagens de texto para seus fãs.

Para conhecer o site do eletric publisher, clique aqui.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tecnologia revolucionária


Para ver o video no youtube, acesse o endereço abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=_an5z2lxXH4

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Slideshow Maker

O Frobee.com é um site que possibilita que você crie suas apresentações online, sem a necessidade dos programas instalados no computador. O processo é bem simpes: você seleciona as imagens que quer enviar, edita alguns detalhes e baixa o arquivo compactado que contem a apresentação em flash e uma página em html com o arquivo inserido. Entre os detalhes, você pode escolher o que escrever em cada slide e as cores, a forma de transição entre um slide e outro e até o tempo que cada slide vai ficar aparecendo.

Testei aqui e é realmente bem simples de usar. Dá pra fazer uma apresentação em menos de 2 minutos se você já tiver as imagens e os textos. Pode ser uma mão na roda pra quem não se entende muito bem com os programas convencionais ou pra quem por algum motivo não pode usá-los e precisa de uma opção online.

domingo, 17 de outubro de 2010

Pecha-Kucha: abaixo às apresentações chatas

O movimento Pecha Kucha (onomatopéia japonesa para "barulho de conversa") defende a idéia de que uma apresentação ideal deve ter no máximo 20 telas, com 20 segundos cada. O conceito foi criado por Mark Dytham e Astrid Klein, arquitetos que moram no Japão.

Originalmente, arquitetos e designers eram os únicos a participar, e costumavam usar o formato para, simplesmente, falar sobre seus projetos mais recentes e apresentar os seus porfolios. Aos poucos, entretanto, o evento foi se tornando cada vez mais popular em Tokyo e logo se espalhou por todo o mundo. Absorvendo um pouco de cada cultura e caindo nas graças de poetas, músicos, fotógrafos, artistas e pessoas criativas das mais diferentes nacionalidades e profissões, a Pecha Kucha Night foi se transformando aos poucos, e hoje permite propostas muito mais livres.

Basicamente, isso quer dizer que durante esses 6 minutos e 40, os convidados podem fazer o que BEM ENTENDEREM para acompanhar a exibição das imagens: tocar um instrumento ou soltar uma trilha sonora, declamar poesias, recitar textos, fazer performances teatrais, dançar, ficar no mais absoluto silêncio ou, naturalmente, falar sobre seus projetos e apresentar seus porfolios. Tudo é permitido. Desde que dentro do tempo estipulado e usando os recursos disponíveis.

Porto Alegre foi a primeira cidade brasileira a aderir às Pecha Kucha Nights. O evento tem curadoria de Lucas Pexão, Marcela Duarte e André Czarnobai aka Cardoso. A próxima edição acontece dia 14/11.

Confiram uma das apresentações submetidas. Notem que ela dura exatamente seis minutos e quarenta segundos.

domingo, 10 de outubro de 2010

Fronteiras da Neurociência

O Simpósio Fronteiras da Neurociência irá reunir pesquisadores do Brasil e de países da Europa, América Latina e América do Norte que trabalham em áreas estratégicas da neurociência.

O evento é promovido pelo programa de pesquisa em Neurociência Básica e Clínica do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e será realizado de 30 de novembro a 3 de dezembro, em Búzios (RJ).

O programa prevê seis mesas-redondas, que cobrem áreas que vão da evolução do sistema nervoso a recentes avanços em neurotecnologia.

A palestra de abertura será feita por Nicole Le Douarin, do CNRS, da França.

A programação completa e as formas de inscrição podem ser conhecidas no site www.anato.ufrj.br/frontiersneurobuzios2010/

Clique para ampliar

sábado, 9 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

De onde vêm as boas idéias?

Vídeo bem legal de Steven Johnson, autor de . Na animação, ele ilustra de onde vêm as boas idéias, estimulando espaços como o Polo de Cultura Digital e o Espaço Alexandria.

Programe ou seja programado

Pergunte a qualquer criança para que serve o facebook e ela vai dizer que é para ajudá-lo a fazer amigos. O que mais ele poderia pensar? É assim que ela de fato faz amigos. Ela não tem idéia de que o real propósito do software, e das pessoas que o codificaram, é monetizar seus relacionamentos. Ela sequer está ciente dessas pessoas, do programa, ou do seu propósito.

As crianças que Douglas Rushkoff celebrou em seus livros anteriores como "nativos digitais" capazes de enxergar através de todos os esforços da grande mídia e do marketing acabaram se provando menos capazes de discernir as fontes do que lêem e as intenções dos programas que usam. Se eles nem sabem para que são os programas que estão usando, eles não têm chance de usá-los efetivamente. Eles estão mais longe de se tornarem usuários poderosos do que de serem usados.

As escolas dos Estados Unidos que optaram por incluir aulas de computação em suas grades, mas em vez de ensinar programação, essas disciplinas quase sempre ensinam programas: como usar o Microsoft Office, o Adobe Photoshop, ou qualquer um dos outros pacotes comerciais de software utilizados nos locais de trabalho tradicionais (e a situação se reproduz no Brasil). Preparamos nossas crianças para conseguir empregos no atual mercado de trabalho em vez de ensinar como inovar para o de amanhã.

Para Rushkoff, essa incapacidade e recusa de lidar com os vieses subjacentes das redes e programas que todos usamos é uma ameaça à nossa experiência e autonomia como pessoa.

Quando os primeiros humanos adquiriram a linguagem, nós aprendemos não só a ouvir, mas a falar. Quando nós dominamos a escrita, nós aprendemos não apenas a ler, mas como escrever. E à medida que nos movemos progressivamente em direção a uma realidade digital, nós devemos aprender não só como usar os programas, mas como fazê-los.

Ferramentas digitais não são como ancinhos, motores a vapor ou mesmo automóveis, que podemos utilizar com pouco conhecimento sobre como eles funcionam. A tecnologia digital não apenas afeta nossos corpos, mas nossas identidades. Nossas telas são as janelas através das quais estamos experimentando, organizando e interpretando o mundo em que vivemos. Estamos fazendo mais do que estender a ação humana através de uma nova língua ou um novo sistema de comunicação. Estamos replicando a importante função da cognição com mecanismos externos, extra-humanos. Essas ferramentas não são meras extensões da vontade de um grupo ou indivíduo, mas entidades que têm a habilidade de pensar e operar outros componentes nesta rede neural, ou seja, nós.

E enquanto máquinas outrora substituíram e usurparam o valor do trabalho humano, computadores e redes fazem mais que roubar o valor do pensamento humano. Eles não só copiam nossos processos intelecuais - nossos programas repetíveis - mas eles freqüentemente desencorajam nossos processos mais complexos - nossa mais alta ordem de cognição, contemplação, inovação e de dar significado, que deveria ser a recompensa dessa "externação" da nossa aritimética para chips de silicone para começo de conversa. Quanto mais os humanos se envolverem no seu design, mais humanamente inspiradas essas ferramentas vão acabar se comportando.

Mesmo que não possamos realmente programar por conta porópria, reconhecer como esses programas que usamos funcionam já seria revolucionário por si só. Todos os sistemas tem propósitos incorporados. Quanto menos nós reconhecermos eles, mais vamos confundí-los com circunstâncias dadas. Temos que começar a tratar o mapa como o território.

Ao menos temos que chegar a reconhecer as tendências das tecnologias que estamos usando, e encorajar os mais jovens a fazerem o mesmo. Se não participarmos da construção de nosso futuro digital juntos, ela será feita por outro alguém - ou algo.

Para ler o artigo original, clique aqui.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Site de relacionamentos sabe o que é melhor pra você

O Wings é um site de relacionamento que foi lançado este ano e promete revolucionar a busca por sua cara metade. O sistema desenvolvido pela Triangulate usa informações do facebook, twitter e várias outras redes sociais para criar automaticamente um perfil de paquera sem nenhum esforço por parte do usuário. O algorítimo pode aprender e usar modelos estatísticos pra saber melhor que você o que lhe interessa e encontrar seu par perfeito com meia-dúzia de cliques.


Infelizmente, ainda não funciona pra quem não mora nos Estados Unidos.

Fonte

Nós no Globo!

Saiu uma matéria no Prosa e Verso de sábado falando sobre ciberliteratura. Heloisa Buarque de Holanda e Cristiane Costa foram entrevistadas. O PACC e o Alexandria são citados! Estamos ficando famosos!

As novas tecnologias digitais têm embaçado a discussão sobre o futuro da literatura. Confunde-se o destino do gênero com o dos livros impressos. Tal abordagem centra o foco nos suportes (no caso, os e-readers), envolvendo opiniões proféticas e geralmente apocalípticas sobre o fim dos livros impressos. Muito além deste debate, porém, a chamada ciberliteratura, ou literatura eletrônica, concebida para os meios digitais e cuja existência não pode prescindir deles, vem ganhando vida própria. Das várias questões que essa nova forma criativa levanta, o suporte talvez seja a mais irrelevante. A autoria, por outro lado, é uma das principais.
O que diferencia a ciberliteratura da literatura convencional não é o meio em que é publicada, como o computador e os e-readers. A singularidade das obras do gênero reside no fato de terem sido especificamente criadas para o formato digital, explorando todas as suas funcionalidades. Por isso, estão excluídas desse conceito obras originalmente criadas para o suporte impresso e que foram e vêm sendo publicadas por jovens autores na internet ou digitalizadas para serem vendidas em lojas virtuais de e-books. As obras da chamada ciberliteratura se valem de recursos que o impresso não comporta, como áudio, vídeo e programação, entre outros campos com os quais esse gênero interage. Portanto, não se trata de uma nova tecnologia de leitura. A ciberliteratura traz uma nova forma de narrar. E, entre as questões que embaralha, está a do papel do autor.
Na ficção interativa, por exemplo, um dos gêneros da ciberliteratura em que o público pode escolher caminhos diversos para o desenrolar das histórias, quem poderá ser chamado de autor? Esse privilégio continuará nas mãos dos escritores? Podemos considerar que a participação de amadores nas produções literárias cria obras coletivas ou eles apenas participam de um jogo com regras pré-definidas por seus autores? Ao que tudo indica, o escritor atravessa uma crise de identidade a partir do momento em que seu poder é posto em xeque pelas possibilidades trazidas pelas novas tecnologias. Diante das ferramentas interativas que permitem a participação do público, críticos, estudiosos e os próprios escritores oscilam entre a perplexidade, o pessimismo e a confiança, como mostram especialistas ouvidos nesta reportagem.
Novas regras para o jogo literário

Autora de "Hamlet no holodeck: o futuro da narrativa no ciberespaço" (Editora Unesp), a professora norte-americana Janet Murray é referência no campo da narrativa interativa. Convidada do 9 Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, que será realizado em outubro em São Paulo, ela relativiza o poder do autor. 
— Autores continuam tendo controle sobre suas histórias, mas num nível diferente. Eles controlam as regras pelas quais os leitores podem se mover em seus romances e o que podem fazer dentro do universo ficcional criado por eles — afirma Murray, que começou lecionando no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e hoje é professora do Programa de Mídia Digital do Instituto de Tecnologia da Geórgia, em Atlanta.
Além da ficção interativa, em que leitores interagem com a história e determinam seus rumos, outros gêneros como o crowdsourcing, cuja premissa é a elaboração de conteúdo de maneira coletiva (geralmente via Twitter), ganham impulso. Ano passado, a BBC Audiobooks convidou o escritor Neil Gaiman para dar o pontapé inicial de um conto com uma frase de 140 caracteres, complementado pelos seguidores cadastrados no Twitter. Na esteira do fenômeno, a editora americana Penguin criou o projeto "A Million Penguins", que chamou de "exercício de escrita criativa colaborativa", também com base no Twitter. Todas as contribuições puderam ser editadas ou mesmo removidas pelos usuários.
Autores modernos já questionavam lugar do leitor
A leitura sempre esteve longe de ser uma atividade passiva. Há muito os teóricos consideram o papel do leitor nesse jogo: construindo narrativas alternativas, imaginando personagens, enfatizando tramas da história segundo seus interesses particulares e se utilizando de conhecimentos e crenças prévios para interpretar um texto. Os limites da narrativa tradicional já vinham sendo testados pelos autores antes mesmo dos meios digitais, como lembra Heloisa Buarque de Hollanda, professora da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ, coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) e diretora da editora Aeroplano:
— O papel do leitor já é levado em conta há pelo menos 40 anos, desde Jorge Luis Borges e Ítalo Calvino, que geraram uma atitude menos convencional de leitura. Mas o autor legitima, dá valor à obra. Não há dúvida de que ele será preservado. É claro que o laboratório digital é fantástico para desafiar múltiplas posições de autores, mas ainda estamos tateando, inventando essa brincadeira — afirma Heloísa, que se preocupa com o fato de na ficção interativa vários desfechos serem possíveis dependendo das escolhas do público. — O fim é fundamental para o paradigma a que estamos acostumados. Sem ele, não sei como será a experiência literária. Não consigo me deliciar com romances digitais. Falta mais autor neles.
Pesquisadora do PACC e do Espaço Alexandria (Coppe) e coordenadora do curso de jornalismo da ECO-UFRJ, a professora Cristiane Costa deu início este ano à construção de um romance colaborativo como projeto de seu pós-doutorado. A história gira em torno de Alice, uma professora de literatura à beira dos 50 anos, recém-divorciada, e sua busca pelo amor ampliando seu universo de possibilidades no mundo virtual.
— É uma metáfora das chances que a literatura tem de encontrar novos caminhos ao se aproximar das novas mídias. E também da mudança de posição de um leitor que não aceita mais ficar esperando que as histórias se desenrolem passivamente à sua volta e decide estabelecer novos relacionamentos.
Participação do público ainda é vista com ressalvas
Os correspondentes de Cristiane na rede serão co-autores da obra, tendo suas identidades preservadas. Ela se apresenta nos sites como professora universitária, também com pseudônimo. Cristiane é uma entusiasta das novas estratégias narrativas digitais e não vê problema na redução do poder do autor:
— Quanto mais o leitor ganhar poder, menos poder terão autores, editoras e agentes.

Um dos organizadores da primeira mostra internacional de poesia feita em computador, em 1992, na Alemanha, o poeta brasileiro André Vallias (ao lado, em foto de divulgação), que já fez experiências com algoritmos para permutação de textos, critica os autores que utilizam aleatoriamente as novas ferramentas digitais, entre elas as que permitem a participação do público. Curador e participante da exposição Poiesis < poema entre pixel e programa >, em 2007, no Oi Futuro, ele partilha da visão de Janet Murray e defende que, por mais que a obra seja aberta, o autor ainda está no comando. Vallias faz um paralelo com o cinema, em que o diretor assina a obra, mas trabalha em equipe.
— Quando alguém afirma que um filme é de Fellini, é uma redução. Basta ver os créditos de um filme. Na minha obra, estabeleço as regras do jogo. Mas é claro que não tenho pleno domínio sobre ele. O público pode gerar situações inesperadas.
A participação do público, porém, é vista ainda com ressalvas até mesmo por aqueles que ousam experimentar. Entre eles, o poeta Fabrício Carpinejar, autor do livro "www.twitter.com/carpinejar" (Editora Bertrand Brasil), em que apresenta 416 máximas publicadas em sua conta no microblog.
— Partilho da concepção do corpo fechado. Vou escrever o início, o meio e o fim da obra, o que não me impede de interagir com os leitores. Ser influenciado é diferente de ser orientado pelo leitor. Os comentários em blogs incitaram os escritores a exercitar outras visões possíveis. Mas não posso abdicar da autoria. Do contrário, não estaremos mais falando de livro, mas de Playstation — ironiza.

É justamente a falta de fronteiras entre diversos campos — artes plásticas, literatura, música e, agora, os games — que a ciberliteratura expõe. A midiartista Giselle Beiguelman(ao lado, em foto de Eliária Andrade), professora da pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, acredita que os autores terão que se submeter a "um novo letramento".
— Não é preciso ser um programador de software, mas isso implica um novo aprendizado. Perdemos a relação antropocêntrica, mas a tecnologia tem que ser vista como uma via de mão dupla. Os computadores são máquinas que expandem nosso universo, abrem novas perspectivas. Não são como batedeiras e liquidificadores, que só temos que ligar e desligar — afirma Giselle, autora dos livros "Link-se" e "O livro depois do livro" (ambos pela editora Peirópolis).
A prevalecer a cena atual, podemos esperar um enfraquecimento contínuo dos limites entre autor e público. Resta saber que papéis cada um desempenhará ou se ainda será possível distingui-los no futuro.

sábado, 4 de setembro de 2010

Esfera Gigante permite visualizações em 3D


Pesquisadores agora podem contemplar em detalhes o intangível. A Allosphere, um globo de três andares de altura, possibilita visualizações interativas em 3D de dados. Localizada no California NanoSystems Institute da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, a estrutura permite aos cientistas mergulhar no objeto de estudo de maneiras nunca antes imaginadas. Dentro da esfera, eles podem por as mãos em átomos criando a estrutura de novos materiais ou entrar em um cérebro e ouvir sua atividade.



Para a completa imersão dos expectadores, a AlloSphere projeta a visualização de dados no interior de dois hemisférios de cinco metros de raio. Quando vista através de óculos 3D, a projeção parece suspensa no ar. O número de caixas de som está sendo aumentado de 16 para 128, tornando possível criar sons que parecem emanar de qualquer ponto no interior da esfera.


Vestindo luvas equipadas com LEDs infravermelhos que são captados por 14 câmeras, o usuário manipular as imagens usando apenas os movimentos das mãos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

MAIS QUE A RAZÃO DO BELO: UMA CIÊNCIA SENSÍVEL

SATÉLITE DO XXXIV CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEUROCIÊNCIAS E COMPORTAMENTO
8-11 Setembro 2010
Coordenação MAIRA FRÓES (grupo ANATOMIA DAS PAIXÕES)
Instituto de Ciências Biomédicas
Programa Avançado de Neurociências
Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia
Universidade Federal do Rio de Janeiro

PROGRAMAÇÃO: http://anatomiadaspaixoes.blogspot.com/

SOBRE O EVENTO: A associação dos saberes científico e artístico resulta, inevitavelmente, em algo mais do que a soma de suas partes, pois ao interpenetrarem-se, revelam aspectos híbridos, antes escondidos ou inexistentes em seus objetos e em suas linguagens originais puras. O salto de poder em combinar-se propositalmente a arte à ciência reside justamente, à luz das neurociências, na possibilidade de vermos multiplicados os níveis de abstração utilizados pelo indivíduo na análise do problema científico, abrindo-lhe um vasto repertório de caminhos cognitivos através dos quais, seja em níveis do próprio sujeito, seja em níveis do "outro" ou do ambiente que o cerca, o indivíduo possa identificar a lógica dos seus mundos de forma mais intuitiva e, portanto, universalmente acessível.

Neste ArtSci 2010, pretendemos, em bases acadêmicas, fomentar junto aos pesquisadores em neurociências a discussão armada sobre o possível e desejável impacto da integração das artes à esfera de observação, problematização e experimentação neurocientífica contemporânea. Para tanto, uma seleção cuidadosa de fórum e palestras que se complementam conceitualmente. Através de mostra-instalação e cineclube abertos ao público, o evento também atrairá o público geral, agregando à costura multidisciplinar proposta um relevante caráter de divulgação científica e cultural.

Esperamos que este evento possa dar continuidade ao esforço autoscópico de entendimento do homem cognitivo-emocional através de um desvelar delicado das costuras, frequentemente pouco visíveis, dos valores científico e artístico.

Maira Monteiro Fróes PhD Instituto de Ciências Biomédicas Programa Avançado de Neurociências Universidade Federal do Rio de Janeiro
mmfroes@anato.ufrj.br

domingo, 22 de agosto de 2010

Próximo encontro

Dando continuidade às nossas atividades, temos encontro do Espaço Alexandria marcado para dia 24 às 10 horas da manhã na Casa do Estudante (Av. Rui Barbosa, nº 762, ao lado do Hospital Fernandes Figueiras, no Flamengo).


Neste próximo encontro, daremos continuidade à troca de idéias entre os nativos do Fundão e o grupo proveniente da Praia Vermelha. Nosso último encontro, dia 11 de agosto foi bem interessante e aqueles que não puderam comparecer terão agora uma oportunidade de contribuir com suas idéias.


Até lá! =)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

THE WISDOM OF CROWDS for Group Facilitation

Mais uma apresentação sobre a sabedoria das massas, desta vez em inglês.


Para mais vídeos ligados às pesquisas do Polo, acesse www.pacc.ufrj.br/polo_videos.php.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

"Sabedoria das Massas" (James Surowiecki)

Como vocês devem estar sabendo, teremos que desmarcar nosso encontro do dia 10/08. Viktor Chagas estará assumindo neste dia seu novo posto na UFF, no Departamento de Estudos de Mídia e não poderá à nossa reunião. Disponibilizamos então, sua apresentação de slides sobre o livro The Wisdom of Crowds, de James Surowiecki.



Se nada der errado, nosso próximo encontro é dia 24/08. E parabéns, Viktor!

domingo, 1 de agosto de 2010

Você conhece a proposta de parceria entre o Polo e o Espaço Alexandria?

A idéia do programa de pesquisa Arte &Tecnologia proposto para o projeto Alexandria 3000 é ser um espaço de cooperação entre profissionais de áreas criativas e técnicas. Artistas visuais, escritores, arquitetos, músicos, cientistas da computação e engenheiros vão pensar formas de trabalharem juntos para produzirem conceitos teóricos, obras artísticas e até produtos.

As áreas de interesse para as atividades do programa são as seguintes:
- Cultura Computacional: estudos culturais do software e do computador
- Game Studies
- Arte, Música & Tecnologia
- Literatura e Novas Mídias

Clique aqui para conferir o texto do projeto.

sábado, 17 de julho de 2010

Você conhece o projeto da Zona Digital?

A Zona Digital será um novo espaço da Revista Z Cultural, publicação sobre cultura urbana contemporânea criada em 1996 e editada por Heloisa Buarque de Hollanda e Beatriz Resende. Tem como proposta ser um espaço de nível acadêmico que articula as duas maiores tendências culturais do novo século e que raramente aparecem no mesmo contexto de discussões: cultura digital e cultura urbana. O espaço Zona Digital visa apontar tendências, abrir espaço para a criação, reflexão e debates sobre as novas perspectivas da narrativa possibilitada pela mídia digital em diversas áreas como literatura, artes visuais, design, artes cênicas, etc.

O espaço Zona Digital integrará várias mídias e seus diferentes públicos. Por ser uma experiência on-line, levará ao extremo as possibilidades narrativas abertas pelas novas tecnologias, com animação, slide shows, podcast, videocasts, fóruns, oferecendo conteúdo novo constantemente, e promovendo um uso combinado de diferentes softwares, que vão alargar as potencialidades narrativas dos temas propostos na Zona Digital.

A cada mês, um artista será convidado a conhecer e utilizar uma nova experiência narrativa e descrevê-la. No site, o público poderá acompanhar o resultado de sua criação. Em seu conjunto, a Zona Digital será uma agregadora de links, notícias, experiências e artigos, tanto nacionais e internacionais, tornando-se uma fonte de referência bibliográfica sobre o tema.

A Zona Digital, que ocupará 50% do espaço Revista Z Cultural, será estruturada da seguinte maneira.

> Página inicial
> O Projeto
   - O PACC
      · Histórico
      · Expediente
> Reflexões críticas
   - Literatura e Novas Mídias
      · Criação
      · Tendências
      · Debates
      · Entrevista
   - Software Studies
      · Criação
      · Tendências
      · Debates
      · Entrevistas
   - Arte, Cultura & Tecnologia
      · Criação
      · Tendências
      · Debates
      · Entrevista
   - Game Studies
      · Criação
      · Tendências
      · Debates
      · Entrevista
   - Mídias sociais
      · Criação
      · Tendências
      · Debates
      · Entrevista
> Rede de colaboradores
   - Perfil de colaboradores, utilizando as redes em que eles estejam cadastrados
> Espaço de experimentação
   - Artista convidado
      · Perfil
      · Projeto
      · Resultado
      · Conexões
   - Experiências anteriores (como esta será uma área dinâmica, as experiências anteriores ficarão arquivadas no site, podendo ser acessadas por esta área)
> Conexões (área de interatividade)
   - Faça upload
   - Entre em contato

Clique aqui para ler o projeto na íntegra

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Gráfica Digital, E-Book e o futuro digital

Artigo publicado originalmente aqui.

A produção digital em várias áreas vem avançando a passos largos. A impressão digital continua aumentando sua participação de mercado na indústria gráfica a uma taxa de crescimento bastante acelerada, criando novas aplicações e conquistando receitas que antes eram oriundas de outras tecnologias principalmente offset. Hoje esta tecnologia já está bastante difundida, na produção de livros, revistas, impressos promocionais de baixa tiragem, bem como na área de dados variáveis, também em embalagens como cartuchos, rótulos auto-adesivos, e outros produtos impressos. Cada vez mais, as gráficas tradicionais que militam nestes setores agregam às suas máquinas tradicionais, equipamento digital.

Não só na impressão, más principalmente na criação de impressos e na pré-impressão, a tecnologia digital hoje domina o mercado. Os estudos hoje estão bastante avançados, na produção de sistemas para redução de tempos improdutivos na produção, bem como para aceleração dos tempos de set-up em toda a indústria gráfica. Para isso entram em campo os sistemas JDF (Adobe), por exemplo, que estão em franco desenvolvimento com a ajuda do protocolo CIP4. Na área de Gestão de empresas gráficas, é hoje imprescindível o uso de sistemas brasileiros, onde podemos destacar os sistemas da E-Calc, Calcgraf, Metrics, Zênite, Bremen e outros que surgem e nos surpreendem.

Há quase duas décadas, empresas vem revolucionando a indústria de produção digital de impressos, que vai continuar demonstrando sua crescente liderança. A impressão sob demanda automatiza e simplifica os processos de produção, reduzindo com isso tempo de produção e eliminando custos pela flexibilidade de imprimir trabalhos somente na quantidade necessária. Com isso, as gráficas podem produzir rapidamente as peças de marketing solicitadas por seus clientes, ou livros e outros impressos sob demanda com as adaptações, ajustes ou atualizações que forem necessárias. Gráficas podem gerar novos fluxos de receita para suas empresas oferecendo recursos para publicação de livros digitais (E-Books). Os equipamentos hoje disponíveis no mercado mostram impressoras de alimentação contínua, PB e coloridas que produzem livros e capas, fazendo inclusive seu acabamento. A Integração para ambientes híbridos com tecnologias Offset e Digital com dados variáveis, são hoje uma realidade no mercado.

Quando falamos em Boas Práticas, visamos redução de custos, pelo aumento da produtividade, entre outras coisas. O empresário gráfico que investiu ou está pensando em comprar uma impressora digital está cada dia mais atento à evolução dos sistemas de acabamento para impressos digitais. Isso porque os ganhos obtidos na impressão podem desaparecer ou serem minimizados, dependendo da forma como se faz o acabamento do produto. Aqui no Brasil, na maioria das gráficas offset que adquiriram também equipamentos digitais, as máquinas de acabamento servem os dois processos (offset e digital) com alguns problemas técnicos e poucos gargalos. Já as gráficas totalmente digitais possuem um acabamento simples, terceirizando grande parte do acabamento e beneficiamento dos impressos. Aí então, começam, além dos problemas técnicos, as questões de tiragens, pois vários prestadores de serviço de acabamento ou recusam os trabalhos alegando que pequenas tiragens não compensam, ou então cobram uma fortuna. O ideal seria um trabalho totalmente on-line, o que se aplica mais na produção de determinados impressos, sem acabamentos complexos. Existem algumas máquinas na área de embalagens de pequenas tiragens (Cartuchos e Rótulos) onde, no entanto, os equipamentos são bastante dispendiosos para um mercado específico.

Está claro que a indústria gráfica deverá sofrer mudanças. O papel digital é uma realidade, porém em médio prazo, não afetará a leitura de livros e revistas impressos em papel. Neste sentido, estamos vendo novas tecnologias de Inkjet Térmico, onde máquinas rotativas já se utilizam toners “verdes” ou seja, favoráveis ao meio-ambiente. A tiragem de livros impressos digitalmente em algumas máquinas (Capa quatro cores e Miolo PB) já tem seu “break-even-point” com relação à impressão offset na faixa de 800 exemplares.

Na área de Print-on-Demand de livros, existem inúmeros sistemas, onde alguns autores já liberaram os direitos autorais, não havendo custos de “royalties”. Podem ser baixados, por exemplo, do Google sem problemas, más não aconselhamos fazê-lo em casa, pois sai mais caro do que comprar este livro na livraria. Não precisamos temer a digitalização de livros em papel eletrônico. De acordo com gráficos da Alemanha, França, Índia e USA, dentro de uns 10 anos, o livro eletrônico no “E-Paper”, representará no máximo de 10 a 15% dos livros lidos no mundo. O restante será impresso em papel, seja pela metodologia offset, inkjet ou mesmo digital.

O que nós, gráficos brasileiros precisamos repensar e agir com rapidez será agregar valor ao nosso serviço de mídia impressa. Isso poderá ser feito através de sistemas agregados de logística de distribuição, ou então entrar na mídia digital, através de prestar serviços via Internet aos nossos clientes seja em forma da edição de divulgação em forma de “Newsletter”, ou ainda, de várias formas de solução global na área de divulgação ou mesmo de fornecimento de material impresso técnico, sob demanda. Embora não seja novidade, este sistema tem trazido resultados cada vez mais positivos a gráficas que trabalham com tiragens limitadas para públicos específicos como, por exemplo, montadoras na área automotiva, empresas de eletro-eletrônicos, telefonia celular, etc. A lógica do negócio é reduzir custos para o cliente. O primeiro e mais importante, é o custo altíssimo de manter estoques. Além disso, o modelo reduz o risco dos clientes, em face de modificações tecnológicas de seus produtos, com a necessidade de alteração de seus manuais.

O impresso não desaparecerá. Teremos tiragens menores de livros, revistas e jornais, porém uma maior diversidade de títulos. Na área promocional teremos que agregar valor ao nosso faturamento atendendo inclusive as necessidades não visíveis de nossos clientes. Para isso precisamos estar preparados e preparar nossos profissionais de atendimento ao cliente. A área de embalagens continuará sendo impressa e ainda por muito tempo com um crescimento estável e contínuo. Certamente teremos mudanças tecnológicas de substratos e sistemas de impressão, visando principalmente a saúde do meio ambiente e consequentemente a nossa saúde. De qualquer forma, podemos afirmar, que também nas gráficas, o futuro é digital.

* Thomaz Caspary é engenheiro de mídia impressa. Diretor da Printconsult. (11) 3167-6939

www.printconsult.com.br

terça-feira, 6 de julho de 2010

Atividades desta quinta (08/07)

Às 14h apresentação do Projeto de Pesquisa em Narrativas Digitais de Cristiane Costa.

Cristiane Costa é doutora em Comunicação e Cultura pela Eco - UFRJ e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo. Foi editora do Caderno Idéias, o suplemento literário do Jornal do Brasil, e das revistas Nossa História e Br História. É autora de Pena de aluguel: escritores jornalistas no Brasil (Companhia das Letras), Eu compro essa mulher: romance e consumo nas telenovelas brasileiras e mexicanas (Jorge Zahar Editor), Coisas que eu diria a minha filha (Planeta) e Amor sem beijo (Global). Foi professora da UERJ, e UniverCidade e coordenou o ciclo Casa do Saber, na Livraria da Travessa. Também foi editora no Portal Literal. Atualmente é professora da Escola de Comunicação da UFRJ.

Logo a seguir, às 15 h, palestra com o professor Charles Feitosa sobre "Estética do Avesso: A Questão da Feiura".

Charles Feitosa possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1990), doutorado em Filosofia na Albert-Ludwigs Universität Freiburg / Alemanha (1995) e pós-doutorado em Filosofia pela Universidade de Potsdam-Alemanha (2007). Atualmente é professor e pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Estética moderna contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: arte, memória, finitude, corpo, cultura pop, dança e feiúra.

Local: Salão Moniz de Aragão- 2o andar do prédio do Fórum de Ciência e Cultura

domingo, 4 de julho de 2010

Encontro com Fábio Fernandes


Nesta terça, dia 06/07, receberemos Fábio Fernandes - falando sobre "O Cyberpunk e o Steampunk".

Jornalista, tradutor. Escritor, roteirista e dramaturgo. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Pesquisador de cibercultura e professor do cursos de Tecnologia e Mídias Digitais e Jogos Digitais da PUC-SP. Interesses de pesquisa: comunicação e cibercultura, semiótica, teoria literária, ficção científica, tribos e subculturas, novas mídias, games.

Às 15 horas, na sala do PACC.

Seu blog, o Pós-estranho, está fechado para balanço, mas a versão em inglês, o Post-Weird Thoughts, continua ativo. Confiram.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Entrevista com Giselle Beiguelman

Confiram a entrevista concedida por Giselle Beiguelman logo após o nosso encontro de terça-feira.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Rumo à Tecnofagia

Giselle Bieguelman nos presenteou nesta quarta com uma apresentação sobre o estado da arte nas narrativas digitais. O power point Rumo à Tecnofagia já está disponível para download no nosso google groups. Abaixo você confere os videos que foram citados por ela.






terça-feira, 15 de junho de 2010

Pierre Lévy no programa Roda Viva

O filósofo francês participou do Roda Viva em 08 de janeiro de 2001 e comentou as suas teorias sobre cibercultura e inteligência coletiva.


Lembrando que o livro "Cibercultura" está disponível nos arquivos do grupo e o "Inteligência Coletiva" está disponível no google livros.


Tenham uma boa leitura.

sábado, 12 de junho de 2010

Encontro com Giselle Beiguelman

Temos um novo encontro marcado para dia 29/06 com Giselle Beiguelman como convidada. Conheça um pouco sobre ela.

Artista multimídia e curadora, é professora dos programas de pós-graduação em Comunicação e Semiótica e Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC de São Paulo. Diretora Artística do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia desde 2008, foi curadora do Nokia Trends em 2007 e 2008 e é autora de diversos projetos premiados concebidos para Internet e mediados por celulares.

Tem experiência na área de Comunicação e Artes, com ênfase em processos de criação com mídias, atuando principalmente nos seguintes temas e áreas: cibercultura, arte digital, internet, mobilidade e design de interface. Desenvolve projetos para web desde 1994 e envolvendo dispositivos de comunicação móvel desde 2001, quando criou Wop Art , elogiado pela imprensa nacional e internacional, incluindo The Guardian (Inglaterra) e Neural (Itália), e arte que envolve o acesso público a painéis eletrônicos via Internet, SMS e MMS, como Leste o Leste?, egoscópio (2002) , resenhado pelo New York Times, Poétrica (2003) e esc for escape (2004).

Seu trabalho aparece em antologias importantes e obras de referência devotadas às artes digitais on line como o Yale University Library Research Guide for Mass Media e Digital Arts (C. Paul, Thames and Hudson, 2008), entre outros. Seus projetos foram apresentados em exposições como 25a Bienal de São Paulo, Arte/Cidade, Net_Condition (ZKM, Alemanha), el final del eclipse (Fundación Telefonica, Madrid), Algorithmic Revolution (ZKM), Video Vortex (Montevideo,Amsterdam) e Netescópio (MEIAC, Espanha).

É editora da seção novo mundo da revista eletrônica Trópico, colaboradora da Leonardo Electronic Almanac e Iowa Web Review e Cybertext.

Entre suas publicações recentes destacam-se: Link-se (Peirópolis, 2005) e a organização de Apropriações do (In)Comum - Espaço Público e Privado em Tempos de Mobilidade (Instituto Sergio Motta, 2009). Coordena, com o Prof. Dr. Marcus Bastos, o Grupo de Pesquisas "net art: perspectivas criativas e críticas", cujo portal pode ser acessado em http://netart.incubadora.fapesp.br/portal. Site: http://www.desvirtual.com/


Recapitulando:
Dia 29/06 às 15h no PACC
Encontro com Giselle Beiguelman

Nos vemos lá!